O Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo(“IBGE: Para cada gato doméstico, brasileiros têm dois cachorros de estimação”, [s.d.]), com 22,1 milhões de felinos. O crescimento do número de gatos pode ser explicado principalmente pela diminuição e verticalização das moradias, redução do tempo de permanência dos moradores em casa e pelo envelhecimento da população. Os gatos têm se mostrado melhor adaptados a esse estilo de vida atual (RODAN et al., 2011). Os motivos pelos quais as pessoas possuem gatos são variáveis, porém a maioria dos tutores indica que personalidade e a aparência são as características fundamentais (HAMMERLE et al., 2015). Gatos são animais repletos de peculiaridades, particularmente susceptíveis às consequências nefastas do estresse e por sua natureza predadora normalmente escondem sinais de doenças e de dor. Muitos tutores são relutantes em levar seu gato a visitas ao veterinário pelo estresse experimentado por ambos, desde o transporte até a permanência no estabelecimento veterinário (VOLK et al., 2011). Assim, as visitas ao veterinário são muito tardias ou inexistentes, o que impede o acompanhamento regular para cuidados profiláticos ou em início de curso de doenças, essencial para o bem estar e qualidade de vida dos animais. O acesso à educação, à cultura e ao conhecimento, cada vez mais, é priorizado na agenda dos órgãos governamentais, universidades e instituições de pesquisas. A crescente conscientização da função social do conhecimento, a ampliação da participação social e o aumento dos recursos para o acesso à informação têm causado uma verdadeira revolução, denominada “movimento pela universalização do saber” (DESORDI, [s.d.]). No mundo contemporâneo, nossas ações devem ter como horizonte a política de difusão ampla e aberta do patrimônio científico produzido no país (SANTOS, 2009). Com uma história rica de grandes conquistas, a Escola segue com a missão de geração, desenvolvimento, transmissão e aplicação do conhecimento na ciência animal. Por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, visa formar recursos humanos críticos e éticos, comprometidos com a transformação da sociedade e o desenvolvimento sustentável. Na trilha do pioneirismo e da inovação, a Escola de Veterinária da UFMG contribuiu efetivamente, nesses 85 anos, para a saúde e produção animal, criando e revolucionando conceitos, desenvolvendo novas tecnologias e produtos, gerando conhecimento científico sólido, aplicado na melhoria do bem estar animal e no desenvolvimento do agronegócio brasileiro (“Escola de Veterinária”, [s.d.]) Considerando esse contexto, o projeto Raine busca a conscientização dos tutores de gatos acerca das principais doenças e co-morbidades que podem acometer os felinos domésticos, incentivar as visitas ao veterinário além de abordar a importância do controle populacional e de da posse responsável. As informações serão repassadas de forma simples e objetiva com linguagem de fácil entendimento para que os tutores possam mais informados, zelar cada vez mais pela saúde e bem estar de seus gatos.
Objetivos gerais:
O projeto Raine tem como objetivo principal conscientizar os tutores de gatos e criar laços entre, gatos tutores e veterinários.
Objetivos específicos:
Atentar a importância das visitas periódicas ao Veterinário; Esclarecer e informar sobre as principais doenças dos gatos aos tutores; Diferenciar comportamento normal e comportamento anormal dos felinos; Instruir os tutores sobre o manejo dos gatos em casa; Orientar sobre controle populacional, castração, vermifugação e vacinação; Atentar sobre a criminalização do abandono e sobre a crueldade Animal; Promover Bem Estar e minimizar estresse nas relações interespécie, através do conhecimento das particularidades da espécie felina; Desmistificar os preconceitos relativos à espécie felina.
Mais informações na página do projeto no SIEX.